Toda obra da criação é perfeita
Admiramos tudo o que Deus fez
A beleza do universo é eleita
Ele criou cada coisa em sua vez
Nas galáxias ninguém mexe nem ajeita
Tudo gira como quem sabe o que quer
Podemos admirar a perfeição
Mas em toda história da criação
Ninguém tem mais beleza que a mulher
Vemos abelhas que fazem o seu mel
Trazendo o doce do néctar das flores
Voam direto na expansão de todo céu
Misturando nas corolas seus fragores
A passarada canta na floresta ao léu
Toda tribo tem seu chefe, o pajé
Que finca seus biombos pelo chão
Mas em toda história da criação
Ninguém tem mais beleza que a mulher
Há vários tipos de peixes pelos mares
Todos eles em perfeita harmonia
Em rebanhos numerosos pelos ares
Andorinhas fazem verão todo o dia
Nos jardins bailando pelos pomares
Os beija-flores dançam o seu balé
Desafiando a lei da gravitação
Mas em toda história da criação
Ninguém tem mais beleza que a mulher
A leão é o rei dos animais
Sua fêmea possui muita beleza
Nos buracos vivem os tamanduás
Os macacos são dotados de destreza
Nas pedras dos açudes os aruás
Caminham pelas trilhas sem chofer
Se grudam com enorme absorção
Mas em toda história da criação
Ninguém tem mais beleza que a mulher
Uma noite de lua é bonita
Tem beleza e magia singular
Acalma qualquer pessoa aflita
Que venha sua prata vislumbrar
Se a noite é de estrela a gente fita
A tênue luz se derramando na maré
Isto ao poeta dá muita inspiração
Mas em toda história da criação
Ninguém tem mais beleza que a mulher
A mulher desafia a natureza
Seus dois congressos em verticalidade
Excitam toda a força da macheza
Desrespeitam as leis da gravidade
O seu delta bem traçado trás beleza
Deixa louco qualquer um neste tripé
Despertando no homem o tesão
Pois em toda história da criação
Ninguém tem mais beleza que a mulher
Arnaud Amorim
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
GONZAGA REI DO BAIÃO, ESCREVEU A SUA HISTÓRIA
Exu lá de Pernambuco
Foi o seu torrão natal
Deve sentir muito orgulho
De ser o berço imortal
De filho de tanta glória
Tamanha é aceitação
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
De Exu foi para o Rio
E lá cantou um xamego
Fez um solo bem tocado
Não tremeu nem sentiu medo
Era eliminatória
Aquela apresentação
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
Depois vem meu pé de serra
Sucesso em sua carreira
Em todo nosso país
Levantou esta bandeira
Começou sua trajetória
Com muita animação
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
Quem não lembra asa branca!
Um baião bem nordestino
Também estourou em vendas
Marcando o seu destino
Sem nenhuma escapatória
Que grande composição
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
Em torno de cinco anos
Mais de cem discos gravou
Aceitação foi geral
Todo mundo o comprou
Merece dedicatória
É grande a veneração
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
Um dia em Mossoró
Eu mesmo fui vê-lo lá
Achava que não cantava
Fui para perto olhar
Dei a mão à palmatória
Escutei seu vozeirão
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
Quando se fala em baião
Gonzaga está na frente
O tempo está dividido
Isto tudo é bem patente
Há uma linha divisória
Há esta concepção
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
Fez bonito em sua messe
Nunca negou as raízes
Mesmo que em seu canto houvesse
Tintas de todas matizes
Deixou esta invocatória
Ao puxar o acordeão
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
Escreveu mui bem escrita
No teclado da sanfona
História muito bonita
Com uma rima bem chorona
Repleta de oratória
Digo sem contestação
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
No ano oitenta e nove
Sendo do século passado
Passou para a eternidade
Deixou seu nome aprovado
E gravado na memória
De toda população
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
Foi o seu torrão natal
Deve sentir muito orgulho
De ser o berço imortal
De filho de tanta glória
Tamanha é aceitação
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
De Exu foi para o Rio
E lá cantou um xamego
Fez um solo bem tocado
Não tremeu nem sentiu medo
Era eliminatória
Aquela apresentação
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
Depois vem meu pé de serra
Sucesso em sua carreira
Em todo nosso país
Levantou esta bandeira
Começou sua trajetória
Com muita animação
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
Quem não lembra asa branca!
Um baião bem nordestino
Também estourou em vendas
Marcando o seu destino
Sem nenhuma escapatória
Que grande composição
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
Em torno de cinco anos
Mais de cem discos gravou
Aceitação foi geral
Todo mundo o comprou
Merece dedicatória
É grande a veneração
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
Um dia em Mossoró
Eu mesmo fui vê-lo lá
Achava que não cantava
Fui para perto olhar
Dei a mão à palmatória
Escutei seu vozeirão
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
Quando se fala em baião
Gonzaga está na frente
O tempo está dividido
Isto tudo é bem patente
Há uma linha divisória
Há esta concepção
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
Fez bonito em sua messe
Nunca negou as raízes
Mesmo que em seu canto houvesse
Tintas de todas matizes
Deixou esta invocatória
Ao puxar o acordeão
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
Escreveu mui bem escrita
No teclado da sanfona
História muito bonita
Com uma rima bem chorona
Repleta de oratória
Digo sem contestação
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
No ano oitenta e nove
Sendo do século passado
Passou para a eternidade
Deixou seu nome aprovado
E gravado na memória
De toda população
Gonzaga rei do baião
Escreveu a sua história
FOI ANTONIO CONSELHEIRO SONHADOR DA LIBERDADE
É filho do ceará
Este ser misterioso
Nasceu no século dezenove
Fui muito religioso
Passou por Ipu, cidade
E em Sobral foi caixeiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Esteve em campina grande
Trabalhou como escrivão
Estudou muitas letras
Recebeu educação
Viu potencialidade
Latim, português primeiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Ficou muito pesaroso
Com a morte de seu pai
Trabalhou no seu comércio
Depois que o velho vai
Não teve capacidade
Para lutar com dinheiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Fechou aquele comércio
Começou perambular
Levando sua mulher
A todo e qualquer lugar
Era quase um esmoleiro
Em qualquer localidade
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Deixou dívidas no comércio
Os cobradores atrás
Estava liso e sujo
Numa vida bem sagaz
Na sua atividade
Ele era estradeiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Viu outra decepção
Na vida acontecer
Sua mulher lhe traiu
Sentiu a dor lhe doer
Diante desta maldade
Já quis ser um justiceiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Tinha bastante cultura
Perdeu a esposa querida
Sofreu bastante agrura
E falhou em sua vida
Não teve oportunidade
Achava-se agoureiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Passou a andar sozinho
Por cidades e fazendas
Por onde ele chegava
A alguém pedia tenda
Na imagem de um frade
Virou mesmo forasteiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Por onde ia passando
Ensinava a rezar
O povo ia gostando
E passou a o venerar
Em qualquer ansiedade
Também era benzedeiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Muitos o acompanhavam
Consideravam-no santo
E ele naqueles trajes
De batina como manto
Gente de toda idade
O achava milagreiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Como tinha grande sonho
Já escolheu um local
Isto foi lá na Bahia
Construiu um arraial
Sem ter estabilidade
Era bastante matreiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Muitos fiéis do nordeste
A ele já se juntavam
Aumentou a população
E assim se animavam
Com muita sagacidade
Foi crescendo o poleiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Lá chamaram de canudos
Todos os seus seguidores
Ele era inteligente
Determinava feitores
Pois viram facilidade
Ali naquele ribeiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Assim pode crescer muito
O arraial de canudos
Faziam casas e igreja
Aquele povo trombudo
Mas tinha autoridade
Treinou povo fuzileiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Os jagunços foram ensinados
A plantar e a caçar
E também foram treinados
A lutar e a matar
Tudo com velocidade
Mesmo sendo povo ordeiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Canudos chegou ao ouvido
Do governo do Brasil
Que não gostou da idéia
E a achou muito imbecil
Com bastante atrocidade
Mandou lá um mensageiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Conselheiro nem ouviu
O seu sonho era alto
O governo então mandou
A força de sobressalto
Foi grande a mortandade
Canudos venceu primeiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Foram três expedições
Até chegar ao final
Com o coronel Moreira
Ali naquele local
Com grande animalidade
E foi grande o braseiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
De fato foi grande a luta
Com a tropa governista
Foram quinze mil cartuchos
Trazidos para esta pista
Lá não houve piedade
Porém tiro de morteiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Caíram pra não morrer
O escritor escreveu
Era ser livre ou morrer
Canudos não se rendeu
Na maior perversidade
Oh povo bravo e guerreiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Após morrer Conselheiro
Os jagunços fraquejaram
Acabou ali o sonho
Que tantos ali sonharam
Muita singularidade
Neste fato derradeiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Arnaud Amorim
Este ser misterioso
Nasceu no século dezenove
Fui muito religioso
Passou por Ipu, cidade
E em Sobral foi caixeiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Esteve em campina grande
Trabalhou como escrivão
Estudou muitas letras
Recebeu educação
Viu potencialidade
Latim, português primeiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Ficou muito pesaroso
Com a morte de seu pai
Trabalhou no seu comércio
Depois que o velho vai
Não teve capacidade
Para lutar com dinheiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Fechou aquele comércio
Começou perambular
Levando sua mulher
A todo e qualquer lugar
Era quase um esmoleiro
Em qualquer localidade
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Deixou dívidas no comércio
Os cobradores atrás
Estava liso e sujo
Numa vida bem sagaz
Na sua atividade
Ele era estradeiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Viu outra decepção
Na vida acontecer
Sua mulher lhe traiu
Sentiu a dor lhe doer
Diante desta maldade
Já quis ser um justiceiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Tinha bastante cultura
Perdeu a esposa querida
Sofreu bastante agrura
E falhou em sua vida
Não teve oportunidade
Achava-se agoureiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Passou a andar sozinho
Por cidades e fazendas
Por onde ele chegava
A alguém pedia tenda
Na imagem de um frade
Virou mesmo forasteiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Por onde ia passando
Ensinava a rezar
O povo ia gostando
E passou a o venerar
Em qualquer ansiedade
Também era benzedeiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Muitos o acompanhavam
Consideravam-no santo
E ele naqueles trajes
De batina como manto
Gente de toda idade
O achava milagreiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Como tinha grande sonho
Já escolheu um local
Isto foi lá na Bahia
Construiu um arraial
Sem ter estabilidade
Era bastante matreiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Muitos fiéis do nordeste
A ele já se juntavam
Aumentou a população
E assim se animavam
Com muita sagacidade
Foi crescendo o poleiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Lá chamaram de canudos
Todos os seus seguidores
Ele era inteligente
Determinava feitores
Pois viram facilidade
Ali naquele ribeiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Assim pode crescer muito
O arraial de canudos
Faziam casas e igreja
Aquele povo trombudo
Mas tinha autoridade
Treinou povo fuzileiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Os jagunços foram ensinados
A plantar e a caçar
E também foram treinados
A lutar e a matar
Tudo com velocidade
Mesmo sendo povo ordeiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Canudos chegou ao ouvido
Do governo do Brasil
Que não gostou da idéia
E a achou muito imbecil
Com bastante atrocidade
Mandou lá um mensageiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Conselheiro nem ouviu
O seu sonho era alto
O governo então mandou
A força de sobressalto
Foi grande a mortandade
Canudos venceu primeiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Foram três expedições
Até chegar ao final
Com o coronel Moreira
Ali naquele local
Com grande animalidade
E foi grande o braseiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
De fato foi grande a luta
Com a tropa governista
Foram quinze mil cartuchos
Trazidos para esta pista
Lá não houve piedade
Porém tiro de morteiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Caíram pra não morrer
O escritor escreveu
Era ser livre ou morrer
Canudos não se rendeu
Na maior perversidade
Oh povo bravo e guerreiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Após morrer Conselheiro
Os jagunços fraquejaram
Acabou ali o sonho
Que tantos ali sonharam
Muita singularidade
Neste fato derradeiro
Foi Antonio Conselheiro
Sonhador da liberdade
Arnaud Amorim
NUMA CASA DE ESQUINA, VIVI MAIS DE TRINTA ANOS
Cheguei em sessenta e oito
E passei muitos janeiros
Carreguei sempre afoito
Muitas águas dos ribeiros
Bombeadas pelos canos
Condensando chuva fina
Numa casa de esquina
Vivi mais de trinta anos
Bem pintada na paisagem
Num projeto arrojado
Parecendo uma visagem
Tudo reto sem telhado
Assim mesmo nascem planos
Talvez vindos lá da china
Numa casa de esquina
Vivi mais de trinta anos
Quantas lutas dissabores
Passei lá naqueles ares
Plantei frutas, bosques, flores
Naveguei em outros mares
Sofri até muitos danos
Como aquele que atina
Numa casa de esquina
Vivi mais de trinta anos
Ali houve muitas festas
Muitas comemorações
Muitas pancadas nas testas
Por variadas razões
Mas vencemos tudo ufanos
Nesta luta peregrina
Numa casa de esquina
Vivi mais de trinta anos
Muitos invernos passamos
As chuvas grossas caindo
Muitas noites nós deitamos
O som do trovão ouvindo
Cobertos com nossos panos
Respingados na neblina
Numa casa de esquina
Vivi mais de trinta anos
Investimos na família
Esforços, lutas, amores
Pedimos a Deus em vigília
Pra sanar as nossas dores
E os nossos desenganos
Ele muda qualquer sina
Numa casa de esquina
Vivi mais de trinta anos
Deus muito abençoou
Meu trabalho neste ponto
Com sua mão segurou
Por isso agora eu conto
Meus votos não são profanos
Encontrei ouro na mina
Numa casa de esquina
Vivi mais de trinta anos
Sou grato a Deus por tudo
Por derrotas e vitórias
Muitas vezes até mudo
Nas controvérsias inglórias
Nunca fomos desumanos
Segurando nesta crina
Numa casa de esquina
Vivi mais de trinta anos
Arnaud Amorim
E passei muitos janeiros
Carreguei sempre afoito
Muitas águas dos ribeiros
Bombeadas pelos canos
Condensando chuva fina
Numa casa de esquina
Vivi mais de trinta anos
Bem pintada na paisagem
Num projeto arrojado
Parecendo uma visagem
Tudo reto sem telhado
Assim mesmo nascem planos
Talvez vindos lá da china
Numa casa de esquina
Vivi mais de trinta anos
Quantas lutas dissabores
Passei lá naqueles ares
Plantei frutas, bosques, flores
Naveguei em outros mares
Sofri até muitos danos
Como aquele que atina
Numa casa de esquina
Vivi mais de trinta anos
Ali houve muitas festas
Muitas comemorações
Muitas pancadas nas testas
Por variadas razões
Mas vencemos tudo ufanos
Nesta luta peregrina
Numa casa de esquina
Vivi mais de trinta anos
Muitos invernos passamos
As chuvas grossas caindo
Muitas noites nós deitamos
O som do trovão ouvindo
Cobertos com nossos panos
Respingados na neblina
Numa casa de esquina
Vivi mais de trinta anos
Investimos na família
Esforços, lutas, amores
Pedimos a Deus em vigília
Pra sanar as nossas dores
E os nossos desenganos
Ele muda qualquer sina
Numa casa de esquina
Vivi mais de trinta anos
Deus muito abençoou
Meu trabalho neste ponto
Com sua mão segurou
Por isso agora eu conto
Meus votos não são profanos
Encontrei ouro na mina
Numa casa de esquina
Vivi mais de trinta anos
Sou grato a Deus por tudo
Por derrotas e vitórias
Muitas vezes até mudo
Nas controvérsias inglórias
Nunca fomos desumanos
Segurando nesta crina
Numa casa de esquina
Vivi mais de trinta anos
Arnaud Amorim
FAÇO UM PREITO A TIRADENTES, O MÁRTIR DA INDEPENDÊNCIA
Foi José Joaquim da Silva
Xavier assim chamado
Lá da fazenda Pombal
Um mineiro tão amado
Trabalhou com eficiência
Tinha sonhos bem ardentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Ficou órfão a onze anos
For mercador ambulante
Estudou os minerais
Onde aprendeu bastante
Tinha grande abrangência
E posturas coerentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Era muito habilidoso
Dentes sabia extrair
Desenvolveu esta arte
Ficou conhecido ali
Caminhou nesta tendência
Extraindo muitos dentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Pertenceu ao regimento
Dragões de Minas Gerais
Era muito corajoso
Herdou de seus ancestrais
Mas agia com prudência
Com os seus adjacentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Também já foi um alferes
Sendo muito justiceiro
Prendeu muitos assassinos
Mesmo sendo homem ordeiro
Defendia a decência
Desde seus antecedentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
A Colônia brasileira
Crescia materialmente
Portugal então levava
Muitas riquezas da gente
Era grande a exigência
Começaram os incidentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Estes acontecimentos
Na colônia despertaram
Anseio de liberdade
E muitos assim sonharam
Com bastante refulgência
E seus desejos latentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Neste ínterim ocorria
A independência americana
Diante da Inglaterra
Numa ação bem soberana
Aumentando a efervescência
Entre os homens emergentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Muitos jovens brasileiros
Na Europa estudavam
E voltando para o Brasil
O clima eles esquentavam
Com sua proeminência
E idéias envolventes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
A cobrança de impostos
Era muito exorbitante
Portugal sempre aumentava
As taxas naquele instante
Agia com intransigência
Em todos os ambientes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
O conde de Barbacena
Já agendava a derrama
O aperto seria enorme
Toda a colônia reclama
De tamanha prepotência
Decretos muito afligentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Tiradentes na vanguarda
Atrás artistas, poetas
Militares, sacerdotes
Em ações muito secretas
Começava a providência
Com homens bem competentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Destarte em Rila Rica
Tramaram a conspiração
Seria exatamente
Na derrama a rebelião
Programada a transcorrência
Idéias bem consistentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Joaquim Silvério dos Reis
Sendo amigo e companheiro
Quem jamais imaginava
Que fosse tão traiçoeiro
Preparou a inconfidência
Foi covarde e dissidente
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Lá no Rio de Janeiro
A nova espalha ligeiro
Já prenderam Tiradentes
Na rua do Latoeiro
Começava a penitência
Com ele foram coagentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
No ano noventa e dois
Sendo do século dezoito
Em vinte e um de abril
Foi enforcado o afoito
Foi um fim na virulência
Em cenas tão comoventes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
For mártir da liberdade
Por ser então enforcado
Mais algum tempo depois
O Brasil foi libertado
Encerrando a dependência
Dos portugueses inclementes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Deixo aqui esta homenagem
Ao grande libertador
Que pagou um preço caro
Num gesto de grande amor
Dando-nos a iminência
De liberdades latentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Arnaud Amorim
Xavier assim chamado
Lá da fazenda Pombal
Um mineiro tão amado
Trabalhou com eficiência
Tinha sonhos bem ardentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Ficou órfão a onze anos
For mercador ambulante
Estudou os minerais
Onde aprendeu bastante
Tinha grande abrangência
E posturas coerentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Era muito habilidoso
Dentes sabia extrair
Desenvolveu esta arte
Ficou conhecido ali
Caminhou nesta tendência
Extraindo muitos dentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Pertenceu ao regimento
Dragões de Minas Gerais
Era muito corajoso
Herdou de seus ancestrais
Mas agia com prudência
Com os seus adjacentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Também já foi um alferes
Sendo muito justiceiro
Prendeu muitos assassinos
Mesmo sendo homem ordeiro
Defendia a decência
Desde seus antecedentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
A Colônia brasileira
Crescia materialmente
Portugal então levava
Muitas riquezas da gente
Era grande a exigência
Começaram os incidentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Estes acontecimentos
Na colônia despertaram
Anseio de liberdade
E muitos assim sonharam
Com bastante refulgência
E seus desejos latentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Neste ínterim ocorria
A independência americana
Diante da Inglaterra
Numa ação bem soberana
Aumentando a efervescência
Entre os homens emergentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Muitos jovens brasileiros
Na Europa estudavam
E voltando para o Brasil
O clima eles esquentavam
Com sua proeminência
E idéias envolventes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
A cobrança de impostos
Era muito exorbitante
Portugal sempre aumentava
As taxas naquele instante
Agia com intransigência
Em todos os ambientes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
O conde de Barbacena
Já agendava a derrama
O aperto seria enorme
Toda a colônia reclama
De tamanha prepotência
Decretos muito afligentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Tiradentes na vanguarda
Atrás artistas, poetas
Militares, sacerdotes
Em ações muito secretas
Começava a providência
Com homens bem competentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Destarte em Rila Rica
Tramaram a conspiração
Seria exatamente
Na derrama a rebelião
Programada a transcorrência
Idéias bem consistentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Joaquim Silvério dos Reis
Sendo amigo e companheiro
Quem jamais imaginava
Que fosse tão traiçoeiro
Preparou a inconfidência
Foi covarde e dissidente
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Lá no Rio de Janeiro
A nova espalha ligeiro
Já prenderam Tiradentes
Na rua do Latoeiro
Começava a penitência
Com ele foram coagentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
No ano noventa e dois
Sendo do século dezoito
Em vinte e um de abril
Foi enforcado o afoito
Foi um fim na virulência
Em cenas tão comoventes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
For mártir da liberdade
Por ser então enforcado
Mais algum tempo depois
O Brasil foi libertado
Encerrando a dependência
Dos portugueses inclementes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Deixo aqui esta homenagem
Ao grande libertador
Que pagou um preço caro
Num gesto de grande amor
Dando-nos a iminência
De liberdades latentes
Faço um preito a Tiradentes
O mártir da independência
Arnaud Amorim
A REVOLTA DOS COLOMBOS FOI UM ATO DE CORAGEM
Da áfrica vieram os
Fortes navios negreiros
Em viagens cansativas
Cheios de prisioneiros
Foi uma triste viagem
Comiam até retombos
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
Precisavam mão de obra
Europeus gananciosos
Souberam que lá da África
Vieram negros fogosos
Começou a corretagem
Batiam neles quão bombos
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
Muitos negros aqui chegaram
Vindos da banda de Angola
Apanhavam no trajeto
Também não tinham escola
Viajavam na bagagem
Muitos doentes de trombo
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
A moda ali no momento
Era o comércio humano
Desrespeitavam os negros
Sob um regime tirano
Tratados como selvagem
Muito chicote nos lombos
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
Os negros então fugiram
Numa noite muito escura
Só queriam liberdade
E uma vida mais segura
Estavam em desvantagem
Mas tinhas alma de pombos
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
Quilombos se organizaram
Como foi o de Palmares
Juntaram religiões
Construíram seus altares
Mata fechada ou na vagem
Sempre ouviam os ribombos
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
Assim bem organizados
Grupos bem constituídos
Tinham até vinte mil negros
Também eram guarnecidos
Prá enfrentar sacanagem
No espinhaço mil calombos
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
Ficavam na mata escondidos
Muito bem amotinados
Aprendiam artes de guerra
Todos eram bem treinados
Sabiam levar vantagem
Moravam lá em biombos
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
Tudo isto foi prenuncio
Da liberdade sonhada
Finalmente a lei áurea
Pode então ser assinada
Com respeito à sua imagem
Negros não merecem tombos
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
Ainda há preconceitos
Dentro de todas as cores
São defendidos conceitos
Atrapalhando os amores
Ocorre em toda linhagem
Nas relações muitos rombos
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
Arnaud Amorim
Fortes navios negreiros
Em viagens cansativas
Cheios de prisioneiros
Foi uma triste viagem
Comiam até retombos
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
Precisavam mão de obra
Europeus gananciosos
Souberam que lá da África
Vieram negros fogosos
Começou a corretagem
Batiam neles quão bombos
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
Muitos negros aqui chegaram
Vindos da banda de Angola
Apanhavam no trajeto
Também não tinham escola
Viajavam na bagagem
Muitos doentes de trombo
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
A moda ali no momento
Era o comércio humano
Desrespeitavam os negros
Sob um regime tirano
Tratados como selvagem
Muito chicote nos lombos
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
Os negros então fugiram
Numa noite muito escura
Só queriam liberdade
E uma vida mais segura
Estavam em desvantagem
Mas tinhas alma de pombos
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
Quilombos se organizaram
Como foi o de Palmares
Juntaram religiões
Construíram seus altares
Mata fechada ou na vagem
Sempre ouviam os ribombos
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
Assim bem organizados
Grupos bem constituídos
Tinham até vinte mil negros
Também eram guarnecidos
Prá enfrentar sacanagem
No espinhaço mil calombos
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
Ficavam na mata escondidos
Muito bem amotinados
Aprendiam artes de guerra
Todos eram bem treinados
Sabiam levar vantagem
Moravam lá em biombos
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
Tudo isto foi prenuncio
Da liberdade sonhada
Finalmente a lei áurea
Pode então ser assinada
Com respeito à sua imagem
Negros não merecem tombos
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
Ainda há preconceitos
Dentro de todas as cores
São defendidos conceitos
Atrapalhando os amores
Ocorre em toda linhagem
Nas relações muitos rombos
A revolta dos quilombos
Foi um ato de coragem
Arnaud Amorim
domingo, 10 de fevereiro de 2008
ALIMENTO NATURAL É VIDA LONGA E SAUDÁVEL
Precisamos acordar
Para esta realidade
E este assunto abordar
Com mais assiduidade
Mesmo sendo indesejável
Digo de forma cabal
Alimento natural
É vida longa e saudável
Atualmente as doenças
Aumentam sobremaneira
Aprendamos estas crenças
Hoje e na vida inteira
É um tema publicável
Comamos mais vegetal
Alimento natural
É vida longa e saudável
O homem em sua ganância
Só olha para o dinheiro
Em sua grande inconstância
Se vira num trambiqueiro
Pratica o questionável
Envenena o animal
Alimento natural
É vida longa e saudável
Onde o homem mete a mão
Deturpa, mata e envenena
Em tudo faz distorção
Entorta, amassa e empena
Estopim mui inflamável
Só traz confusão mental
Alimento natural
É vida longa e saudável
Maior vilão da saúde
É o conservante químico
Alimentos enlatados
Sempre trazem este cínico
Causam doença incurável
Mudando célula normal
Alimento natural
É vida longa e saudável
Há também os agrotóxicos
Nas nossas frutas verduras
Todos eles muito tóxicos
É realidade dura
O seu uso é incontável
No agro ambiental
Alimento natural
É vida longa e saudável
Hoje mexem com hormônios
Prá aumentar a produção
Nenhum órgão aqui controla
Este crime na nação
Assunto bem reprovável
E também acidental
Alimento natural
É vida longa e saudável
São muitas enfermidades
Com alimento errado
Muitos casos de CA
Trombose prá todo lado
Coração mui vulnerável
Este é o quadro atual
Alimento natural
É vida longa e saudável
Em meu tempo de criança
Era tudo diferente
Havia mais esperança
E menos gente doente
Sustento mais confiável
Saúde plena e total
Alimento natural
É vida longa e saudável
Sejamos criteriosos
Com nossa alimentação
Comamos coisas mais puras
Aprendamos dizer não
Olhemos o sustentável
Numa vida racional
Alimento natural
É vida longa e saudável
Quero aqui prestar um preito
A Francisco Amorim
Este senhor de respeito
Um naturalista enfim
Faz o incomensurável
Neste assunto universal
Alimento natural
É vida longa e saudável
Ele gerencia AMAMOS
Expressa duplicidade
Tanto afirma que nos ama
Na municipalidade
Como associação estável
Na macro visão global
Alimento natural
É vida longa e saudável
Há também outra pessoa
Que eu quero homenagear
Ele é gente muito boa
É o amigo Gilbamar
Faz um trabalho louvável
Na cidade de Natal
Alimento natural
É vida longa e saudável
Arnaud Amorim
Para esta realidade
E este assunto abordar
Com mais assiduidade
Mesmo sendo indesejável
Digo de forma cabal
Alimento natural
É vida longa e saudável
Atualmente as doenças
Aumentam sobremaneira
Aprendamos estas crenças
Hoje e na vida inteira
É um tema publicável
Comamos mais vegetal
Alimento natural
É vida longa e saudável
O homem em sua ganância
Só olha para o dinheiro
Em sua grande inconstância
Se vira num trambiqueiro
Pratica o questionável
Envenena o animal
Alimento natural
É vida longa e saudável
Onde o homem mete a mão
Deturpa, mata e envenena
Em tudo faz distorção
Entorta, amassa e empena
Estopim mui inflamável
Só traz confusão mental
Alimento natural
É vida longa e saudável
Maior vilão da saúde
É o conservante químico
Alimentos enlatados
Sempre trazem este cínico
Causam doença incurável
Mudando célula normal
Alimento natural
É vida longa e saudável
Há também os agrotóxicos
Nas nossas frutas verduras
Todos eles muito tóxicos
É realidade dura
O seu uso é incontável
No agro ambiental
Alimento natural
É vida longa e saudável
Hoje mexem com hormônios
Prá aumentar a produção
Nenhum órgão aqui controla
Este crime na nação
Assunto bem reprovável
E também acidental
Alimento natural
É vida longa e saudável
São muitas enfermidades
Com alimento errado
Muitos casos de CA
Trombose prá todo lado
Coração mui vulnerável
Este é o quadro atual
Alimento natural
É vida longa e saudável
Em meu tempo de criança
Era tudo diferente
Havia mais esperança
E menos gente doente
Sustento mais confiável
Saúde plena e total
Alimento natural
É vida longa e saudável
Sejamos criteriosos
Com nossa alimentação
Comamos coisas mais puras
Aprendamos dizer não
Olhemos o sustentável
Numa vida racional
Alimento natural
É vida longa e saudável
Quero aqui prestar um preito
A Francisco Amorim
Este senhor de respeito
Um naturalista enfim
Faz o incomensurável
Neste assunto universal
Alimento natural
É vida longa e saudável
Ele gerencia AMAMOS
Expressa duplicidade
Tanto afirma que nos ama
Na municipalidade
Como associação estável
Na macro visão global
Alimento natural
É vida longa e saudável
Há também outra pessoa
Que eu quero homenagear
Ele é gente muito boa
É o amigo Gilbamar
Faz um trabalho louvável
Na cidade de Natal
Alimento natural
É vida longa e saudável
Arnaud Amorim
FAÇAMOS UM MUTIRÃO PARA SALVAR O BRASIL
Um país tão colorido
Parece uma aquarela
Mas um povo tão sofrido
Tem até febre amarela
É bom clamar com ardil
Antes desta eleição
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Estou muito chateado
Com este desmatamento
O norte todo pelado
Amazônia é um tormento
Estão desmatando a mil
Tomemos a decisão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Outro ponto complicado
Falo desta violência
Já estou bem condenado
Veja só que indecência
A polícia sem fuzil
Passa a maior aflição
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
O correto é construir
Bem distante da cidade
Uma penitenciária
Com grande capacidade
Em cada cela um gradil
E trabalho de montão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Com muitas oficinas
O trabalho não consome
Todo preso trabalhando
Quem não trabalhar não come
À frente um aguazil
Com severa direção
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Pode ser no amazonas
Esta penitenciária
Porém sendo dividida
Prá cada estado uma área
Findaria o incivil
Preso vai ganhar seu pão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Tudo informatizado
O fórum ali presente
Preso ganhando dinheiro
Dignidade é decente
Celas para o mulheril
Boa administração
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Tenho plena consciência
Que seria um sucesso
Os paises tentariam
Ao projeto ter acesso
Querendo igual canil
Nenhuma obstrução
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Já pensou na nossa paz?
Em todas as cidades
Viver sem um ladravaz
Completa tranqüilidade
Tocaria um arrabil
Cantaria uma canção
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
O pior câncer que há
Vê-se nesta roubalheira
Só que do jeito que está
Vamos cair na ladeira
E lisos sem um ceitil
Mas onde está o ladrão?
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Pegaram vários ratões
Com a mão na ratoeira
Roubando nossos tostões
Numa grande roubalheira
Oh povinho imbecil
Em que deu o mensalão?
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
A política brasileira
Já nos causa até vergonha
Foi assim a vida inteira
Fede igual uma peçonha
Eita povo mais hostil
Neguemos a votação
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
A casa que faz a lei
Agora virou piada
O que fazer já não sei.
E agora está transformada
No mais infame covil
Roubam de todo o povão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
A saúde é uma miséria
Ninguém pode adoecer
Parece até pilhéria
Será que o lema é sofrer
Num quadro sempre febril?
Só não é azaração
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Desde a época da coroa
O rei queria vender
Todas jóias numa boa
E o povo socorrer
E pôr água no cantil
Cadê a transposição?
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Quando eles são candidatos
Prometem mundos e fundos
Mas nunca movem um ato
Para salvar este mundo
Pensa que sou infantil
Ninguém é mais besta não
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Quando querem nos pegar
E induzir nosso voto
São inocentes a orar
Como um santo bem devoto
Mostram-se muito gentil
E depois vem a traição
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Já a igreja católica
Só sabe fazer política
Sai totalmente da ótica
E parte prá fazer crítica
Neste torrão cor anil
Clamemos em oração
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Acho que tudo vai mal
No país do futebol
E também do carnaval
Encobrem a cor do sol
Do adulto ao juvenil
Isso tudo é ilusão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Venderam nosso país
Já privatizaram tudo
Não sei quem foi o infeliz
De ira já estou mudo
Fizeram quão mercantil
Onde está o vendilhão?
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
E a reforma agrária?
Nunca saiu do papel
Só sabem invadir área
Num desrespeito cruel
Tem que mudar o perfil
E parar a agitação
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Já tenho sessenta anos
Trabalhei feito um cavalo
Hoje vejo desenganos
De raiva sinto entalo
Cadê a lei do senil?
Estou igual um surrão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Preciso me aposentar
Já trabalhei minha parte
O ocaso vai começar
Não posso mais fazer arte
Já não sou mais pueril
Um só não faz o verão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Ainda tenho esperança
Nas potencialidades
Como país que avança
Levando suas cidades
Não só no mês de abril
Clamemos nesta nação
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Falei aqui mais verdade
Do que a mentira infame
Defenda sua cidade
Já divulgue este ditame
Bem forte como o acetil
Que enche até um balão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Deixo prá filhos e netos
A esperança que não morre
E a todos meus diletos
O grito que nos socorre
Mesmo sem ser um edil
Uso a voz como explosão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
O mutirão que cantei
Arrancou do verso a rima
Compus e até me alegrei
Pus o peito para cima
Como a boca de um funil
Gostei da inspiração
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Vou findando por aqui
Este mote chamativo
Você que leu por ai
Fique alerta, bem ativo
Pegue a arma e o projétil
Fiquemos de prontidão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Arnaud Amorim
Parece uma aquarela
Mas um povo tão sofrido
Tem até febre amarela
É bom clamar com ardil
Antes desta eleição
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Estou muito chateado
Com este desmatamento
O norte todo pelado
Amazônia é um tormento
Estão desmatando a mil
Tomemos a decisão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Outro ponto complicado
Falo desta violência
Já estou bem condenado
Veja só que indecência
A polícia sem fuzil
Passa a maior aflição
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
O correto é construir
Bem distante da cidade
Uma penitenciária
Com grande capacidade
Em cada cela um gradil
E trabalho de montão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Com muitas oficinas
O trabalho não consome
Todo preso trabalhando
Quem não trabalhar não come
À frente um aguazil
Com severa direção
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Pode ser no amazonas
Esta penitenciária
Porém sendo dividida
Prá cada estado uma área
Findaria o incivil
Preso vai ganhar seu pão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Tudo informatizado
O fórum ali presente
Preso ganhando dinheiro
Dignidade é decente
Celas para o mulheril
Boa administração
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Tenho plena consciência
Que seria um sucesso
Os paises tentariam
Ao projeto ter acesso
Querendo igual canil
Nenhuma obstrução
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Já pensou na nossa paz?
Em todas as cidades
Viver sem um ladravaz
Completa tranqüilidade
Tocaria um arrabil
Cantaria uma canção
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
O pior câncer que há
Vê-se nesta roubalheira
Só que do jeito que está
Vamos cair na ladeira
E lisos sem um ceitil
Mas onde está o ladrão?
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Pegaram vários ratões
Com a mão na ratoeira
Roubando nossos tostões
Numa grande roubalheira
Oh povinho imbecil
Em que deu o mensalão?
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
A política brasileira
Já nos causa até vergonha
Foi assim a vida inteira
Fede igual uma peçonha
Eita povo mais hostil
Neguemos a votação
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
A casa que faz a lei
Agora virou piada
O que fazer já não sei.
E agora está transformada
No mais infame covil
Roubam de todo o povão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
A saúde é uma miséria
Ninguém pode adoecer
Parece até pilhéria
Será que o lema é sofrer
Num quadro sempre febril?
Só não é azaração
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Desde a época da coroa
O rei queria vender
Todas jóias numa boa
E o povo socorrer
E pôr água no cantil
Cadê a transposição?
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Quando eles são candidatos
Prometem mundos e fundos
Mas nunca movem um ato
Para salvar este mundo
Pensa que sou infantil
Ninguém é mais besta não
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Quando querem nos pegar
E induzir nosso voto
São inocentes a orar
Como um santo bem devoto
Mostram-se muito gentil
E depois vem a traição
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Já a igreja católica
Só sabe fazer política
Sai totalmente da ótica
E parte prá fazer crítica
Neste torrão cor anil
Clamemos em oração
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Acho que tudo vai mal
No país do futebol
E também do carnaval
Encobrem a cor do sol
Do adulto ao juvenil
Isso tudo é ilusão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Venderam nosso país
Já privatizaram tudo
Não sei quem foi o infeliz
De ira já estou mudo
Fizeram quão mercantil
Onde está o vendilhão?
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
E a reforma agrária?
Nunca saiu do papel
Só sabem invadir área
Num desrespeito cruel
Tem que mudar o perfil
E parar a agitação
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Já tenho sessenta anos
Trabalhei feito um cavalo
Hoje vejo desenganos
De raiva sinto entalo
Cadê a lei do senil?
Estou igual um surrão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Preciso me aposentar
Já trabalhei minha parte
O ocaso vai começar
Não posso mais fazer arte
Já não sou mais pueril
Um só não faz o verão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Ainda tenho esperança
Nas potencialidades
Como país que avança
Levando suas cidades
Não só no mês de abril
Clamemos nesta nação
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Falei aqui mais verdade
Do que a mentira infame
Defenda sua cidade
Já divulgue este ditame
Bem forte como o acetil
Que enche até um balão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Deixo prá filhos e netos
A esperança que não morre
E a todos meus diletos
O grito que nos socorre
Mesmo sem ser um edil
Uso a voz como explosão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
O mutirão que cantei
Arrancou do verso a rima
Compus e até me alegrei
Pus o peito para cima
Como a boca de um funil
Gostei da inspiração
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Vou findando por aqui
Este mote chamativo
Você que leu por ai
Fique alerta, bem ativo
Pegue a arma e o projétil
Fiquemos de prontidão
Façamos um mutirão
Para salvar o Brasil
Arnaud Amorim
sábado, 9 de fevereiro de 2008
AS DROGAS SÃO O VENENO CRIADO POR SATANÁS
Há muita gente influente
Que nas drogas vai entrando
Veja que barbaridade
A saúde vão minando
Entram de forma mordaz
Estão ganhando terreno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Muitos jovens classe média
Faz pena o que acontece
Entram na onda mortal
Assim a demanda cresce
Pensam que comem manás
Para entrar basta um aceno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
A pior prisão do mundo
Para quem é indefeso
É aceitar um convite
E nas drogas ficar preso
Quão ilha de Alcatraz
Pensa estar em mar sereno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Estava bem enganado
Achava que só persiste
Gente importante nas drogas
Pois pobre também existe
Escondido por detrás
Vi traficante pequeno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Muito bom se as escolas
A mídia utilizassem
Fizessem divulgação
Este assunto espalhassem
Em cada canto um cartaz
Num movimento bem pleno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
A situação é grave
Esqueçamos a falácia
As drogas ganham terreno
Ajamos com perspicácia
A ação é contumaz
Nada pode ser ameno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Todo dia a gente escuta
No rádio e televisão
As coisas mais absurdas
Gerando perturbação
O tráfico é muito sagaz
Em todo canto há empeno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Em qualquer festa ou balada
Tenha bastante cuidado
Não beba em copo alheio
Esteja sempre ligado
Sempre há um ladravaz
E se espalha quão fulveno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Ela deturpa a família
Onde há droga há morte
Filhos eliminam pais
Um mal infernal e forte
Cada vez mais eficaz
É quão gás acetileno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Tudo parece bonito
A onda é interessante
No inicio tudo é fácil
Mas depois vira gigante
Abra os seus olhos, rapaz!
Não pense que é sal de eno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Se quer vida bem saudável
Para você e os seus
Afaste-se desta balela
Ouça os conselhos meus
Aprenda como se faz
Gente nunca comeu feno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Arnaud Amorim
Que nas drogas vai entrando
Veja que barbaridade
A saúde vão minando
Entram de forma mordaz
Estão ganhando terreno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Muitos jovens classe média
Faz pena o que acontece
Entram na onda mortal
Assim a demanda cresce
Pensam que comem manás
Para entrar basta um aceno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
A pior prisão do mundo
Para quem é indefeso
É aceitar um convite
E nas drogas ficar preso
Quão ilha de Alcatraz
Pensa estar em mar sereno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Estava bem enganado
Achava que só persiste
Gente importante nas drogas
Pois pobre também existe
Escondido por detrás
Vi traficante pequeno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Muito bom se as escolas
A mídia utilizassem
Fizessem divulgação
Este assunto espalhassem
Em cada canto um cartaz
Num movimento bem pleno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
A situação é grave
Esqueçamos a falácia
As drogas ganham terreno
Ajamos com perspicácia
A ação é contumaz
Nada pode ser ameno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Todo dia a gente escuta
No rádio e televisão
As coisas mais absurdas
Gerando perturbação
O tráfico é muito sagaz
Em todo canto há empeno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Em qualquer festa ou balada
Tenha bastante cuidado
Não beba em copo alheio
Esteja sempre ligado
Sempre há um ladravaz
E se espalha quão fulveno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Ela deturpa a família
Onde há droga há morte
Filhos eliminam pais
Um mal infernal e forte
Cada vez mais eficaz
É quão gás acetileno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Tudo parece bonito
A onda é interessante
No inicio tudo é fácil
Mas depois vira gigante
Abra os seus olhos, rapaz!
Não pense que é sal de eno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Se quer vida bem saudável
Para você e os seus
Afaste-se desta balela
Ouça os conselhos meus
Aprenda como se faz
Gente nunca comeu feno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Se você não usa droga
Sinta-se um felizardo
Porém se já é escravo
Já sofreu forte petardo
Seja forte e tenaz
Numa clínica dê um treno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Eu tenho sessenta anos
Assim não morri com vinte
Droga não molhou meus panos
Não veja nisso um acinte
É meu conselho que jaz
Não quero gesto obsceno
As drogas são o veneno
Criado por satanás
Arnaud Amorim
TA CHEGANDO A ELEIÇÃO E EU NÃO SEI EM QUEM VOTAR
Estou muito chateado
Com tanto roubo e desmando
Cada dia fulminado
Com noticias pipocando
Já não vou me controlar
Vou abrir o meu bocão
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Tantos paises ordeiros
Com crescimento e justiça
São fatos tão verdadeiros
Esta demanda me atiça
Não quero desanimar
Fraquejar meu coração
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Quando eu tinha dez anos
Meu pai sempre me dizia
Esqueçamos desenganos
Haverá uma melhoria.
Não podemos esperar
Hoje sou um ancião
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
É que na nossa política
Há um estigma muito errado
Tenho que fazer a critica
Só vejo de todo lado
Ladrões demais pra roubar
Quero todos na prisão
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Como pode um eleitor
Já todo despreparado
Eu não falo de doutor
Refiro-me ao lascado
Sem condições de optar
Já nasceu um pobretão
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Não podemos nos livrar
É muita maracutaia
Chusma sagaz a roubar
Merecemos uma vaia
Não podemos escapar
Mas será mesmo que não?
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Já cansei de esperar
Mas há dentro do meu peito
Tenho que lhe confessar
Não sei se é um defeito
Acho espetacular
Investir na educação
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Mandatários tão nocivos
As matérias que eles votam
Cada vez mais impulsivos
Por se só elas denotam
Delegados prá estudar
Vou fazer acareação
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Os mares lá de Brasília
Já estão contaminados
Desrespeitam a família
Todos eles ensacados
Sacos demais prá puxar
Só vejo bajulação
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Os cartões corporativos
Já são mais de treze mil
Todos eles bem ativos
Como livrar o Brasil?
Agora querem brecar
É piada de salão
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Meu titulo de eleitor
Não serve mais para nada
Votava com tanto ardor
Só sabem me dar patada
Uma medida vou tomar
Vou jogá-lo lixão
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Podia ser quão balança
Ao jogar mercadoria
Só assim ela avança
Pesa e beneficia
Ladrão demais prá pesar
Vou fazer aferição
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Vamos pegar um navio
Embarcar esta cambada
Com uma navalha em fio
Pegar toda cabroada
Jogar no fundo do mar
Proceder a inundação
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Ou jogá-los num foguete
Todos eles amarrados
Como se fosse um paquete
Os ladrões amontoados
E no espaço soltar
Quero ver a explosão
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Tanta gente no Iraque
Morrendo a cada momento
Por que não soltar um traque
Em cada político nojento
Poderiam respeitar
Igual noite de são João
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Acabemos com os políticos
As leis que eles aprovam
Computador vai votar
Assim eles já desovam
É saber configurar
Tudo com computação
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Se o político roubar
Manda descobrir o teto
Deixa a luz do sol entrar
Pensemos neste decreto
Lula vai sancionar
A lei da insolação
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Nós somos tolos demais
Desprezamos os políticos
Isso não se faz jamais
Precisamos ser mais críticos
Vamos todos conclamar
Para a fiscalização
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Estou bastante indeciso
Não entendo de partido
Aprender mais eu preciso
Por tudo que tenho lido
Há muito a aprimorar
Basta de indecisão
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Tem que haver uma forma
Para o roubo coibir
Precisamos de uma norma
Vamos pensar logo aqui
Não dá tempo de esperar
Esta normalização
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Podemos clamar a Deus
Prá consertar os políticos
Corrigir os erros seus
Excluir os seus futricos
Somente em Deus confiar
Ele pode pôr a mão
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Arnaud Amorim
Com tanto roubo e desmando
Cada dia fulminado
Com noticias pipocando
Já não vou me controlar
Vou abrir o meu bocão
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Tantos paises ordeiros
Com crescimento e justiça
São fatos tão verdadeiros
Esta demanda me atiça
Não quero desanimar
Fraquejar meu coração
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Quando eu tinha dez anos
Meu pai sempre me dizia
Esqueçamos desenganos
Haverá uma melhoria.
Não podemos esperar
Hoje sou um ancião
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
É que na nossa política
Há um estigma muito errado
Tenho que fazer a critica
Só vejo de todo lado
Ladrões demais pra roubar
Quero todos na prisão
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Como pode um eleitor
Já todo despreparado
Eu não falo de doutor
Refiro-me ao lascado
Sem condições de optar
Já nasceu um pobretão
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Não podemos nos livrar
É muita maracutaia
Chusma sagaz a roubar
Merecemos uma vaia
Não podemos escapar
Mas será mesmo que não?
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Já cansei de esperar
Mas há dentro do meu peito
Tenho que lhe confessar
Não sei se é um defeito
Acho espetacular
Investir na educação
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Mandatários tão nocivos
As matérias que eles votam
Cada vez mais impulsivos
Por se só elas denotam
Delegados prá estudar
Vou fazer acareação
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Os mares lá de Brasília
Já estão contaminados
Desrespeitam a família
Todos eles ensacados
Sacos demais prá puxar
Só vejo bajulação
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Os cartões corporativos
Já são mais de treze mil
Todos eles bem ativos
Como livrar o Brasil?
Agora querem brecar
É piada de salão
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Meu titulo de eleitor
Não serve mais para nada
Votava com tanto ardor
Só sabem me dar patada
Uma medida vou tomar
Vou jogá-lo lixão
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Podia ser quão balança
Ao jogar mercadoria
Só assim ela avança
Pesa e beneficia
Ladrão demais prá pesar
Vou fazer aferição
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Vamos pegar um navio
Embarcar esta cambada
Com uma navalha em fio
Pegar toda cabroada
Jogar no fundo do mar
Proceder a inundação
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Ou jogá-los num foguete
Todos eles amarrados
Como se fosse um paquete
Os ladrões amontoados
E no espaço soltar
Quero ver a explosão
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Tanta gente no Iraque
Morrendo a cada momento
Por que não soltar um traque
Em cada político nojento
Poderiam respeitar
Igual noite de são João
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Acabemos com os políticos
As leis que eles aprovam
Computador vai votar
Assim eles já desovam
É saber configurar
Tudo com computação
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Se o político roubar
Manda descobrir o teto
Deixa a luz do sol entrar
Pensemos neste decreto
Lula vai sancionar
A lei da insolação
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Nós somos tolos demais
Desprezamos os políticos
Isso não se faz jamais
Precisamos ser mais críticos
Vamos todos conclamar
Para a fiscalização
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Estou bastante indeciso
Não entendo de partido
Aprender mais eu preciso
Por tudo que tenho lido
Há muito a aprimorar
Basta de indecisão
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Tem que haver uma forma
Para o roubo coibir
Precisamos de uma norma
Vamos pensar logo aqui
Não dá tempo de esperar
Esta normalização
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Podemos clamar a Deus
Prá consertar os políticos
Corrigir os erros seus
Excluir os seus futricos
Somente em Deus confiar
Ele pode pôr a mão
Ta chegando a eleição
E eu não sei em quem votar
Arnaud Amorim
domingo, 27 de janeiro de 2008
TER E NÃO TER
Tu tens muita riqueza
Eu só sei fazer poesia
Tens bastante avareza
Eu só tenho a simpatia
Tu possuis muitos teréns
Valorizes meu empenho
O que tu tens eu não tenho
E o que tenho tu não tens
Tu tens diversas fazendas
Eu tenho uma padiola
Tens casas e muitas tendas
Eu toco minha viola
Juntastes muitos vinténs
Mas respeites o meu lenho
O que tu tens eu não tenho
E o que eu tenho tu não tens
Tu tens diversas mulheres
Eu só tenho minha amada
Ordenas teus pareceres
A ninguém eu mando nada
Acabes com teus desdéns
Não sou dono de engenho
O que tu tens eu não tenho
E o que eu tenho tu não tens
Andas num carrão do ano
Eu ando de bicicleta
És um patrão soberano
Eu sou um simples poeta
Mas me dê os parabéns
Pois cantar aqui eu venho
O tu tens eu não tenho
E o que tenho tu não tens
Tu não cantas nem bolero
Eu faço uma cantoria
Tu só falas lero-lero
Mas eu rimo todo dia
Vá comer os teus xeréns
Tua voz é de rouquenho
O que tu tens eu não tenho
E o que tenho tu não tens
Tu não tocas instrumento
Eu toco meu violão
Tu não cantas nem p’ro vento
Faço rimas e baião
Assim mesmo ainda vens
Com esta corda de sedenho
O que tu tens eu não tenho
E o que eu tenho tu não tens
Tu fazes maracutaia
Meu negócio é correto
Tu dominas outra laia
E roubas mesmo discreto
Leves logo teus reféns
Para um país caribenho
O que tu tens eu não tenho
E o que eu tenho tu não tens
Pensas que es bonitão
Eu sou simples e cheiroso
És muito espalhafatão
Eu sou muito carinhoso
Vá correr atrás dos trens
E pentear o teu grenho
O que tu tens eu não tenho
E o que eu tenho tu não tens
De fato tu tens dinheiro
Eu tenho a rima perfeita
Tu farreias o ano inteiro
Não faço disso desfeita
Podes pegar os teus bens
E ates no rabo do enho
O que tu tens eu não tenho
E o que tenho tu não tens
Arnaud Amorim
Eu só sei fazer poesia
Tens bastante avareza
Eu só tenho a simpatia
Tu possuis muitos teréns
Valorizes meu empenho
O que tu tens eu não tenho
E o que tenho tu não tens
Tu tens diversas fazendas
Eu tenho uma padiola
Tens casas e muitas tendas
Eu toco minha viola
Juntastes muitos vinténs
Mas respeites o meu lenho
O que tu tens eu não tenho
E o que eu tenho tu não tens
Tu tens diversas mulheres
Eu só tenho minha amada
Ordenas teus pareceres
A ninguém eu mando nada
Acabes com teus desdéns
Não sou dono de engenho
O que tu tens eu não tenho
E o que eu tenho tu não tens
Andas num carrão do ano
Eu ando de bicicleta
És um patrão soberano
Eu sou um simples poeta
Mas me dê os parabéns
Pois cantar aqui eu venho
O tu tens eu não tenho
E o que tenho tu não tens
Tu não cantas nem bolero
Eu faço uma cantoria
Tu só falas lero-lero
Mas eu rimo todo dia
Vá comer os teus xeréns
Tua voz é de rouquenho
O que tu tens eu não tenho
E o que tenho tu não tens
Tu não tocas instrumento
Eu toco meu violão
Tu não cantas nem p’ro vento
Faço rimas e baião
Assim mesmo ainda vens
Com esta corda de sedenho
O que tu tens eu não tenho
E o que eu tenho tu não tens
Tu fazes maracutaia
Meu negócio é correto
Tu dominas outra laia
E roubas mesmo discreto
Leves logo teus reféns
Para um país caribenho
O que tu tens eu não tenho
E o que eu tenho tu não tens
Pensas que es bonitão
Eu sou simples e cheiroso
És muito espalhafatão
Eu sou muito carinhoso
Vá correr atrás dos trens
E pentear o teu grenho
O que tu tens eu não tenho
E o que eu tenho tu não tens
De fato tu tens dinheiro
Eu tenho a rima perfeita
Tu farreias o ano inteiro
Não faço disso desfeita
Podes pegar os teus bens
E ates no rabo do enho
O que tu tens eu não tenho
E o que tenho tu não tens
Arnaud Amorim
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