terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
TRAIÇÃO
Em qualquer terreno da existência
Criam-se laços, afetos com decência
Investem-se amor e dedicação
Plantados em toda uma comunidade
Em muitos anos com pleno atendimento
Oportunizando grande reconhecimento
Dos cidadãos da municipalidade
Num embate único a prefeito
O conclave tinha tudo prá ser perfeito
Com benesses a toda população
A injustiça se perpetra num só dia
Negam-lhe uma simples maioria
Apunhalam-no por trás em vil traição
Arnaud Amorim
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
AS DUAS FACES DO CARNAVAL
Numa, mostra as lindas cores da avenida
Num quadro surreal em que a própria vida
Está pintada em todos os tons e tintas
O outro lado é triste e bem diferente
Retrata telas absurdas e ridículas
Pinçadas do global em várias partículas
Expressando o mal que reina em tanta gente
Vi safanões e murros no trio elétrico
Disputas desiguais e pasmo, tétrico
Camufladas, mas patentes e bem reais
Quão bom se tivesse apenas uma face
E nela contida somente nos mostrasse
As alegrias de todos os carnavais
Arnaud Amorim
MARCAS DO TEMPO
Implacáveis no meu rosto impressas
Nublam-me o olhar e nelas imersas
Tristezas afundam suas amarras
Da face entram n’alma os dissabores
Por que assim tão rápido, tão atroz?
Protesta meu silencio em alta voz
Tristezas pintam de negro minhas flores
- Oh! Deus por que fazes isso comigo?
Tu és Deus de amor, não de castigo!
Devolva todas as minhas alegrias
Tira as garras marcadas no desgosto
Formoseia com riso o meu rosto
Como fizestes nos primeiros dias
Arnaud Amorim
domingo, 3 de fevereiro de 2008
AMOR ABSURDO
Amor absurdo e inconseqüente
Mesclado de cérebro e emoção
Um é carnal deseja, outro razão
E militam continuadamente
Irresponsável amor, abrasamento
Transgride leis, regras, faz loucuras
Morada das eternas amarguras
Coletânea de gozo e sofrimento
Prazer e pranto amantes entrecortados
Fascina, subleva, mas dilacerados
A espada dura a dividir porções
- Se o amor é Deus, na carne reside?
- Sim. Sem zanga, ira, sem nenhum revide
Perfeita paz dentro dos corações
Arnaud Amorim
ALEGRIA DO CARNAVAL
Por mais que acelere a bateria
Pode fazer repique o tamborim
Projetores acendam sobre mim
Mesmo que ouça a linda melodia
Ou estando na avenida minh’escola
Cantando um bonito samba enredo
Ainda assim estou triste, sinto medo
Aflição grudou em minh’alma, me assola
Carnaval não é a festa da alegria?
Beber, cantar, extravasar a nostalgia?
O que fazer com os anseios meus?
Procurei alegria na avenida
Mas a quero pura, só há fingida ?
Alegria pura só há em Deus !
AMOR DE MULHER NOVA
De eterna juventude
Que joga água no monte
Sem olhar a altitude
Ela tem muita energia
É grande o potencial
Derrota a infantaria
Pode em muitos dar quinau
É bastante resistente
Como o tronco do angico
Não vá com ela, nem tente
Não queira pedir penico
Outrossim pode ser frágil
Como o botão de uma flor
É doce, amena e ágil
Repleta de forte fragor
Pode ser como um fogão
Que esquenta lentamente
Depois que tá bem quentão
Queima a mão de muita gente
Na cama é um vulcão
É um perigo iminente
Queima até um batalhão
Com a sua lava quente
Ela grita muito e chora
No momento do amor
Instrui o homem nesta hora
A gemer sem sentir dor
Velho também geme e chora
Faz isso a noite inteira
Chama a mulher e implora
Remédio pra caganeira
Eu vi um velho gemendo
Agarrado com a mulher
Mas não era amor fazendo
Tirava um espinho em seu pé
Tem homem que ainda atesta
Dar conta de mulher nova
Está furando a testa
E cavando uma cova
Este buraco na testa
Além do que é pensado
Também ainda se presta
Para um chapéu furado
Mas não venha perguntar
Para que é este furo
Porque não quero brigar
Sou um homem muito puro
Pode ser para uma fita
Ou algo assim enfeitado
Pra chamar mulher bonita
A sentar-se em seu lado
Mas diz o popular dito
Coco maduro dar leite
Portanto não fique aflito
Já leu tudo, se deleite
Tudo aqui é brincadeira
Não vá se zangar comigo
Não leve em conta a zoeira
Pois quero ser eu amigo
Mas que mulher nova é forte
Ninguém nega a fortaleza
Todos sabem do seu porte
Da sua grande firmeza
Digo prá finalizar
Fecho com chave de ouro
Se ela com velho casar
É pensando em seu tesouro
Teria outra razão
Para ter tão triste sina
Acender o seu fogão
Soprando uma lamparina?
Ora que situação
Isso não está com nada
Bastante aceso o fogão
E a lamparina apagada
Arnaud Amorim
CHIMBA, O ORADOR DO POVO
A breve história de Chimba
Talvez lhe preste um preito
Sem ter bastante tarimba
Quero aqui expressar
Perquirir seu universo
E traduzir tudo em verso
Sua história singular
Contar-lhe é meu dever
Sua grande diferença
Quando estava sem beber
Não havia malquerença
Era calmo e sonhador
Mas ao tomar cachaçadas
Ele vinha prás calçadas
E mudava seu humor
Totalmente diferente
Ficava alegre e ousado
Vinha prás casas em frente
Com grande palavreado
Parece que incorporava
Um espírito de orador
Tamanho era o rumor
Discursava e gritava
Falava de todo mundo
Metia o pau nos prefeitos
Balançava o seu fundo
Fazia muitos trejeitos
Gritava em alto e bom som
Não respeitava ninguém
Era um espírito do além
Não tinha nada de bom
O seu comício era longo
Ele gritava bem alto
Parecia um biongo
Ali no meio do asfalto
Quando exagerava a pinga
Ai virava por cima
Aqui me falta até rima
Pra versejar sua ginga
Descia esculhambação
E não havia catimba
Ao ouvir a entonação
Dizia o povo é Chimba
Começava o barulho
E descia a verborréia
Quase rasgando a traquéia
Era grande o sarrabulho
Além de muito gritar
Também ficava atrevido
Chegou até a levar
Tapas no pé do ouvido
A ninguém ele atendia
Aquele pequeno vulto
Fazia muito tumulto
Isso quase todo dia
Eu exagerei um pouco
Falei que a ninguém atendia
Esse barulhento louco
Mas se seu filho acorria
Ao local do desmantelo
De repente se calava
A ele acompanhava
Fazia com todo zelo
Nunca pude entender
O que em seu íntimo passava
Não sei se estava a sofrer
Ou se revolta externava
Talvez em seu coração
Fervessem ondas de amor
Queimando o peito em dor
Sofrendo sofreguidão
É a explicação palpável
De seu gesto tresloucado
Gritar no imponderável
Jogar fora ódio guardado
Remoendo a amargura
Sintetizar num discurso
Morder no verbo do curso
O punhal que fere e fura
Parece que extravasava
Mágoas de antes guardadas
N’alma triste que gritava
Marcas duras carimbadas
Na lava de seus vulcões
O seu pobre peito aflito
Discursava aquele grito
Descarregando tensões
Parecia outra pessoa
Não tinha nenhum acinte
Já passava numa boa
Ia para o seu emprego
Não praticava motim
Nem havia torvelim
Já não tinha mais chamego
São figuras pitorescas
Registradas nos anais
Estarão nas mentes frescas
Não esquecidas jamais
O escritor pinta o papel
Conta pequenos detalhes
Recorta alguns entalhes
Enriquece o seu cordel
Passou para a história
Do folclore da cidade
Com aquela oratória
Cheia de verbosidade
Escrevo esta abordagem
Sem querer causar pítimba
Dedico ao amigo Chimba
Esta simples homenagem
Arnaud Amorim
sábado, 2 de fevereiro de 2008
ASSINE MEU LIVRO DE VISITAS
É mais fácil do que você imagina! Fácil e rápido.
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MINHA BURRICE
Nunca em minha vida fui tão burro
Coisa alguma detém meu pensamento
Jamais tive este depauperamento
Tento escrever, nada sai, esmurro
Minha mente vai parando pouco a pouco
Não produzo nada, torpor geral
Alguém já passou por momento igual?
Acho que estou me tornando louco
Abro minh’alma sou sincero, não minto
Sinto-me bem quando digo o que sinto
Letargia, total esquisitice
Oh! deusa da inspiração sopra sobre mim
Dê-me um verso forrado com cetim
Retira de mim tamanha burrice
Arnaud Amorim
CHAMEM OS BOMBEIROS, MOSSORÓ ESTÁ QUEIMANDO!
Parece que quando a gente está fora do jogo, tem uma visão melhor do que ocorre dentro de campo. Resido em Fortaleza, que em determinados locais e horários, também é quente. Mas, no geral, sentimos o ar gostoso que vem correndo por sobre o atlântico. Repetimos a frase centenária e aconchegante: “É um tibau !”.
Queremos, contudo, conclamar as autoridades daquela terra tão boa e hospitaleira, para este grave problema. Calor escaldante. Mossoró está pegando fogo!. Trabalhei muito tempo em padaria e sei o que é um forno quente. O sol projeta raios em ângulo reto sobre aquela boa terra. O vento pára e a cidade esquenta. O asfalto treme e chora, só falta pegar fogo. Já falaram que se alguém quebrar um ovo e jogá-lo no asfalto, ele frita ali mesmo. O calor é abrasador e insuportável. Já li outros filhos de Mossoró, que residem fora, que amam e torcem por esta terra, baterem nesta mesma tecla. Ótimo, façamos coro!
Será que as autoridades, as empresas de projeção da cidade, os poderes constituídos ali e os políticos, não acordaram para isto? Para piorar a situação, resolveram plantar carnaúbas nos canteiros centrais de algumas avenidas. Transplante trabalhoso e caro de carnaubeiras adultas. Certo, que simbolizam e embelezam a região. Mas não fazem sombra. Por que não plantaram árvores frondosas? Mossoró tem terra boa, tem água. O que está faltando? Seria vontade política ou conscientização do povo? Alô, prefeita, faça isso, arborize nossa querida cidade e vossa excelência jamais perderá uma campanha, além de, cada vez mais, ter seu nome escrito no coração do povo e nos anais da história desta centenária metrópole.
Uma cidade que está crescendo agora num ritmo veloz. Tantas torres ali construídas. Mossoró toma aspecto de cidade grande. Bom teatro, shopping moderno, mas tem muito asfalto e poucas árvores. Precisa agora, ontem, urgentemente, de árvores. De sombra. Muitas árvores, na cidade toda, em todas as praças, quintais e canteiros. Ai sim, a escaldante temperatura seria debelada.
Que tal uma campanha, pelos canais de Tv, pelos rádios e jornais?. Plante uma árvore. Cadê Emery? Escreve tão bem, excelente cronista! Vamos gritar, sòmente quando gritamos, alguém escuta. Eu vi ruas em Mossoró, onde os próprios moradores cuidam dos canteiros da rua em frente. Excelente idéia! Existe na cidade um horto florestal, que muito pode fazer num projeto de arborização.
Algo precisa ser feito neste sentido, urgentemente, para esfriar a cidade, incrementar o turismo e para o bem deste povo tão receptivo e ao mesmo tempo tão quente de calor humano.
Ou seremos obrigados a chamar os Bombeiros: Venham urgentes. Mossoró está queimando!
Arnaud Amorim
O CARIMBO DE MINHA ENTRADA NO SEMINÁRIO
Um dia escutei minha professora falando com mamãe, a meu respeito:
- Ele é muito inteligente, dona Amélia. Vale a pena mandá-lo estudar fora. Fiquei de orelha em pé. No dia seguinte, mamãe me perguntou se eu gostaria de ir estudar em Mossoró. Ela me falou que poderia mandar uma carta para minha madrinha Nadir. Eu topei a parada. A carta foi feita.
Passados alguns dias, chega uma carta do correio. Minha madrinha concordava e ao mesmo tempo informava que estava programando a ida de seu filho para o seminário e que, se mamãe quisesse, eu também poderia ir. Eram padres holandeses e o ensino era muito bom e a disciplina muito rígida. Mamãe achou muito boa a idéia e respondeu a carta, confirmando. Minha cabeça estava cheia de abelhas zoando. Poucos dias depois, mamãe recebia um papel com a relação do meu enxoval de seminarista. Pela primeira vez, vi as atenções si dirigirem para mim, na fazenda.
Meu tio José Caetano seria o companheiro na viagem para Mossoró. Quando faltavam dois dias para a partida, a ficha começava a cair. Como eu ia deixar minha vidinha boa na fazenda? Os banhos de açude. As colheitas de mangas e bananas maçãs maduras. E minha juriti? Quem iria cuidar dela? E a saudade? Mas não dava mais para desistir. Já estava tudo pronto. Agora era ir ou ir.
No dia seguinte eu seguia viagem, montado no jumento capricho, no meio de dois caçuás. O jumento caminhava devagar pelo caminho bordado de mato verde no baldo do açude. Meus olhos ainda não se desgrudaram da casa branca, do alpendre e da gaiola da minha juriti. Ao chegarmos na cidade próxima, nos dirigimos logo para a estação. José Caetano retirou minha mala de madeira vermelha do caçuá. Depois se dirigiu ao guichê para comprar as passagens. Tudo era novo para mim.
O apito chorado da Maria fumaça me fazia chorar também. Parece que eu escutava aquele apito plangente dentro do meu coração. Seguimos viagem. Patu, Caraúbas e Governador. Por fim Mossoró. José Caetano sempre à frente, levando minha mala vermelha numa de suas mãos, com a outra segurava minha mão.
- "Me acompanhe". Eu seguia seus passos, colado. Ele era meu companheiro, meu tutor e meu único amigo, naquele momento de estranheza. A casa da minha madrinha ficava em frente a igreja que serviu de trincheira no ataque de Lampião. Fomos muito bem recebidos. Contudo, eu estava triste, confuso e encabulado. Muitos pensamentos faziam redemoinho na minha mente de criança. Conheci meus primos Edna, Eduardo, Dinorá e Eudes. Ele seria meu colega de seminário.
- Quinta-feira à tarde vocês irão fazer o exame preliminar, no seminário. Falou minha madrinha. Aquelas duas noites demoraram uma eternidade. Meu padrinho possuía uma lambreta italiana, cuja buzina era uma sineta que ele tocava com o pé. Mas não deu para nos levar. Fomos de táxi. Vi os três prédios iguais na praça do Congresso, que compunham a estrutura do Seminário. Acho que foram tombados como patrimônio da cidade e da minha lembrança. Conheci o Padre Jaime, cujo nome em holandês, não lembro mais. Lembro do seu sotaque forte. As provas do exame preliminar constavam de todas as matérias seguidas, num único caderno. Li, fiz muitas contas, escrevi, respondi. Dois dias depois o resultado: Aprovado. Recebemos também a informação de que deveríamos voltar ao seminário em fevereiro, em definitivo.
Escrevi uma cartinha para minha mãe: Mamãe, minha bênção. Aqui tudo bem. Já fiz o exame preliminar no Seminário e fui aprovado. Voltaremos segunda-feira. Cuidado com minha juriti. Seu filho que lhe ama. Arnaud
Se o trem chora tristemente na vinda, de repente ele muda de fisionomia e começa a sorrir na volta. Em cada estação, um apito, um sorriso. Até o ultimo na estação da minha cidade. Como a chegada é diferente da partida!. Agora não éramos somente José Caetano e eu. Muitas pessoas vieram da fazenda. Juntaram-se a outras tantas da cidade. Fiquei meio acabrunhado com tanta gente. Era grande a recepção e a alegria. Todos ali para me receber e me cumprimentar pela aprovação. Muitas pessoas nos acompanharam até a fazenda. Houve muita festa. Mamãe preparara muita comida. Eu não sei quem estava mais alegre agora. Eu, os familiares ou minha juriti.
Minha entrada no seminário estava carimbada no calendário de minha vida.
Arnaud Amorim
A AVAREZA É UM MAL TERRIVEL
Muitos ostentam no pedestal maldito do orgulho, sua avareza desmedida. Muitas vezes, é pela mansão que compraram, aproveitando a situação difícil de algum pobre coitado, vitimado pelas necessidades da vida. Ou pela aquisição do último modelo de um corola automático. Eles estacionam no sinal, com uma pose infalível. Têm prazer em mostrar que são poderosos. Omitem que sejam orgulhosos e avarentos.
Jesus, o mais humilde e manso dos homens, embora sendo o filho de Deus vivo, jogou duro com o avarento jovem rico. Jesus ordenou que ele vendesse todos os seus bens e distribuísse todo o dinheiro entre os pobres. Esta era a única opção para aquele jovem ganhar a vida eterna. Há pessoas que pensam que esta condição é generalizada. Ledo engano. Jesus agiu desta forma naquela circunstância, porque, como Deus, conhecia o coração daquele jovem. E a Bíblia diz que aquele jovem se afastou triste, porque possuía muitas propriedades e não acolhera a proposta de Jesus.
Se os avarentos saíssem de seu estado de indefectível cegueira e entendessem que nada trouxemos para este mundo e que daqui, nada levaremos, talvez mudassem de atitude.
Mas eles pensam, no recôndito de seus corações perversos, que seus bens são perpétuos. Acham que suas mansões ficarão de geração em geração. Até dão seus nomes às suas propriedades. Que grande estultícia! Nada levarão consigo. Suas riquezas, tão mesquinhamente amealhadas, ficarão para o regozijo e volúpia de quem as jogará fora, porque recebera como ganho fácil. Podem ligar as bombas mais potentes, ou utilizarem da mais moderna tecnologia, mas não há jeito de nada levarem daqui. Tudo será corroído pelas traças.
Como seria bom se os avarentos compreendessem que o amor exacerbado ao dinheiro é a raiz de todos os males. Muitos que mergulham nesta cegueira e querem ficar cada vez mais ricos, caem em muitas tentações e grandes ciladas, que muitas vezes os levam à ruína.
Não, Vamos todos praticar o bem, ajudar aos necessitados! Vamos matar a fome, dentro de nossas limitações, de tantos famintos. Sejamos ricos, sim, mas de boas obras! Sejamos generosos em repartir. Não depositemos nossa confiança na instabilidade das riquezas, que são passageiras, mas nos grandes tesouros, que são os sólidos fundamentos para o nosso futuro, com Deus.
Arnaud Amorim